País
Cargueiro. Agitação do mar impede auxílio de rebocadores em segurança
O cargueiro com bandeira dos Países Baixos que transporta celulose e seis tripulantes, navega a 7 milhas da costa com a manobrabilidade comprometida. A embarcação continua em marcha à ré e a enfrentar a ondulação, mas esta irá agravar-se, de acordo com as previsões.
Devido às condições do mar e ao seu próprio tamanho, 89 metros, o
Eikberg não pode regressar ao porto da Figueira da Foz, de onde saiu
esta manhã, perdendo depois o leme.
"Se as condições de mar fossem melhorar, a situação seria outra. Assim, não há condições para os rebocadores existentes, que têm as suas limitações, saírem e efetuarem o serviço", vincou Luís Távora.
"Aqui há muitos anos, há mais de 20 anos, falou-se nisso, de poder existir um rebocador, um a norte e outro a sul, dividia-se o país a meio. Mas como sempre, aqui na nossa terra, isto nunca passa do papel", lamentou.
O armador admitiu que o Eikborg poderá sobreviver "se se conseguir aguentar" perante o agravamento da agitação marítima esperado para as próximas horas.
com Lusa
O cargueiro tem por por isso de ser mesmo rebocado, por um serviço que tenha as caracteristicas para enfrentar a situação.
A estratégia seria rebocá-lo para os portos de Lisboa ou de Setúbal mas, a operação está a ser dificultada pelo agravamento do estado do mar. A probabilidade do Eikberg vir a ser socorrido nas próximas horas é
remota, o que aumenta a probabilidade de naufrágio, hipótese afastada
esta tarde pela Marinha Portuguesa.
O comandante Luís Távora, diretor operacional da Tinita, uma empresa de Viana do Castelo especializada em transportes e reboques marítimos, já afirmou à Lusa que o rebocador oceânico de que é armador não pode sair do porto de Setúbal, onde se encontra, devido à ondulação perigosa.
"A informação que temos é que não podem sair. E outros contactos que fizemos, até com Espanha, a resposta é toda a mesma", observou Luís Távora.
O Castelo de Óbidos levaria ainda, caso pudesse sair de Setúbal,
entre 14h00 a 15h00 para chegar à Figueira da Foz, de forma a poder
auxiliar o cargueiro, que tem capacidade de manobrar reduzida depois de
ter perdido o leme.
O rebocador oceânico, o Castelo de Óbidos, é gerido por uma empresa do grupo."Se as condições de mar fossem melhorar, a situação seria outra. Assim, não há condições para os rebocadores existentes, que têm as suas limitações, saírem e efetuarem o serviço", vincou Luís Távora.
O Eikborg perdeu o leme na manhã de segunda-feira, 26 de janeiro, após sair da barra da Figueira da Foz, levantando suspeitas de que a anomalia tenha sido provocada por um embate nas areias que afetam o porto.
As autoridades locais têm rejeitado a assunção de que o assoreamento tenha sido a causa direta do problema do navio, invocando a necessidade de mais investigações.
Marinha acompanha situação
Esta tarde, a capitania do porto da Figueira da Foz referia que o risco do Eikborg se afundar não era "significativo".
O comandante Ricardo Sá Granja, porta-voz da Marinha e Autoridade Marítima Nacional, adiantou mais tarde que a Marinha portuguesa deslocou para o local, onde o Eikborg se encontra, o navio patrulha oceânico Figueira da Foz, "para fazer um acompanhamento próximo da situação". O Figueira da Foz saiu da base do Alfeite em Almada pelas 15h00, sendo esperado junto ao cargueiro pelas 23h00.
Ricardo Sá Granja afirmou contudo que o navio patrulha "não vai para lá salvar pessoas" e recusou admitir um cenário de naufrágio que levasse o navio patrulha a ter de socorrer os seis tripulantes do Eikerg, que, até agora, estão bem.
"Neste momento não estão em causa vida humanas, não está em causa o ter de salvar tripulantes", afirmou o porta-voz da Marinha. "O NRP Figueira da Foz é um navio que está atribuído ao dispositivo no continente não em âmbito de busca e salvamento e foi empenhado pela Marinha para fazer um acompanhamento próximo desta situação no local", reafirmou.
A bordo do Eikborg estão seis tripulantes, todos estrangeiros (o capitão é holandês e há um filipino, um russo, dois indonésios e um letão). O cargueiro transporta 3.300 toneladas de pasta de papel, oriundas da celulose Celbi, do grupo Altri, que tinham como destino um porto alemão.
O comandante Ricardo Sá Granja, porta-voz da Marinha e Autoridade Marítima Nacional, adiantou mais tarde que a Marinha portuguesa deslocou para o local, onde o Eikborg se encontra, o navio patrulha oceânico Figueira da Foz, "para fazer um acompanhamento próximo da situação". O Figueira da Foz saiu da base do Alfeite em Almada pelas 15h00, sendo esperado junto ao cargueiro pelas 23h00.
Ricardo Sá Granja afirmou contudo que o navio patrulha "não vai para lá salvar pessoas" e recusou admitir um cenário de naufrágio que levasse o navio patrulha a ter de socorrer os seis tripulantes do Eikerg, que, até agora, estão bem.
"Neste momento não estão em causa vida humanas, não está em causa o ter de salvar tripulantes", afirmou o porta-voz da Marinha. "O NRP Figueira da Foz é um navio que está atribuído ao dispositivo no continente não em âmbito de busca e salvamento e foi empenhado pela Marinha para fazer um acompanhamento próximo desta situação no local", reafirmou.
"Não vai para lá salvar pessoas, nem o navio se vai partir daqui a três dias, de certeza absoluta.
O navio tem alguma capacidade de governo, não tem leme, mas tem um
impulsor de proa, que lhe permite alguma manobrabilidade", frisou Sá Granja,
recusando um cenário catastrófico que o comandante da capitania do porto da
Figueira da Foz já tinha igualmente afastado durante a tarde de
segunda-feira.
A bordo do Eikborg estão seis tripulantes, todos estrangeiros (o capitão é holandês e há um filipino, um russo, dois indonésios e um letão). O cargueiro transporta 3.300 toneladas de pasta de papel, oriundas da celulose Celbi, do grupo Altri, que tinham como destino um porto alemão.
A costa portuguesa está sob aviso amarelo para ondulação de 4 a 5 metros e um
aviso laranja (ondas de 5 a 7 metros, podendo chegar aos 12 metros) a
partir das 12:00 de terça-feira até às 07:00 de quinta-feira.
Um serviço estatal de reboque "como em Espanha"
Luís Távora considera um problema que Portugal não tenha um serviço estatal de rebocadores de salvamento e ou de emergência, a exemplo de Espanha.
"Aqui há muitos anos, há mais de 20 anos, falou-se nisso, de poder existir um rebocador, um a norte e outro a sul, dividia-se o país a meio. Mas como sempre, aqui na nossa terra, isto nunca passa do papel", lamentou.
O armador admitiu que o Eikborg poderá sobreviver "se se conseguir aguentar" perante o agravamento da agitação marítima esperado para as próximas horas.
"Esperamos que aconteça o melhor", acrescentou, referindo que o navio, "se não se aguentar, vai ter problemas", incluindo o naufrágio.
O agente em Portugal do armador dos Países Baixos, proprietário do cargueiro Eikborg, reconheceu à Lusa estar "muito preocupado" com a situação do navio nos próximos dias, incluindo um eventual naufrágio.
"Não há reboques e não sabemos o que pode suceder", disse Eduardo Monteiro, da agência de navegação Eurofoz.
"Não há reboques e não sabemos o que pode suceder", disse Eduardo Monteiro, da agência de navegação Eurofoz.
com Lusa